Antes do conceito, existiu a observação.
Durante muito tempo utilizei a expressão estagnação empresarial para explicar por que algumas empresas deixavam de crescer.
Ela fazia sentido. Era uma forma simples de descrever organizações que pareciam ter perdido a capacidade de evoluir.
Mas, à medida que novas experiências se acumulavam, comecei a perceber algo que me incomodava.
Nem todas aquelas empresas estavam realmente paradas. Algumas investiam. Outras contratavam. Muitas trabalhavam intensamente. Ainda assim, continuavam enfrentando dificuldades para transformar todo aquele esforço em crescimento consistente.
Foi nesse momento que comecei a desconfiar que talvez estivesse tentando explicar fenômenos diferentes utilizando a mesma palavra.
Na época, eu não imaginava que essa inquietação daria origem a uma metodologia. Era apenas uma pergunta que insistia em voltar. Se a empresa continua se movimentando, por que deixa de crescer?
Hoje percebo que aquele foi um dos primeiros momentos em que comecei a mudar minha forma de observar organizações. Passei a prestar menos atenção aos problemas aparentes e mais às capacidades que cada empresa desenvolvia — ou deixava de desenvolver — ao longo de sua trajetória.
Anos depois, essa mudança de perspectiva se transformaria no conceito de Platô Empresarial. Mas isso ainda levaria algum tempo.
Naquele momento, existia apenas uma dúvida. E, olhando para trás, talvez tenha sido justamente ela que iniciou toda a construção da Metodologia Sai do Platô.